terça-feira, 29 de julho de 2008

Nilmar



Hoje o site oficial do CORINTHIANS, em comunicado oficial, anunciava a quitação total da dívida com o Lyon, da França, referente ao atacante Nilmar.






A dívida foi paga com a venda do zagueiro Carlão ao Sochaux, também da França.


Esse é o caso mais ridículo que eu vi, dentre tantos desmandos que a última diretoria cometeu. Pagou uma conta de 8 milhões de Euros ( é isso mesmo meninas, imagina a festa que não daria pra fazer com 8 milhões de Euros, eu não disse Reais, nem Dólares, eu disse Euros mesmo) para adquirir um jogador, que não ficou no clube. Sem contar que ainda deve ao próprio jogador e ao Internacional, de Porto Alegre, onde aliás o Nilmar está jogando agora.

Parece estranho né? Mas é isso mesmo. O Inter levou o jogador e ainda vai receber por isso. Como explicar?


Vou tentar: O CORINTHIANS e sua antiga parceria (MSI) foram lá na casa dos franceses e pegaram o pacote. No meio do caminho decidiram não pagar mais.

O Lyon entrou com uma representação na FIFA (órgão máximo do futebol) que julgou procedente e determinou que ou o CORINTHIANS pagava a dívida, ou seria serciado dos direitos de disputar campeonatos. Muito justo, comprou tem que pagar.

A dívida do CORINTHIANS com o Inter vem do fato desse último ter revelado o jogador, e por isso ter direito a uma percentagem na venda Lyon - CORINTHIANS. Muito justo, comprou tem que pagar.

Nesse meio tempo Nilmar machucou a perninha de moça e ficou mais de seis meses no "estaleiro" (recebendo em dia, diga-se de passagem). Nem mesmo voltou a jogar e pediu uma prorrogação do contrato. Depois de muita discussão foi atendido, voltou a jogar e machucou a outra perninha.

Acontece que Nilmar foi a justiça do trabalho brasileira e ganhou o direito de reincidir seu contrato. Segundo a justiça do trabalho ele então pode jogar (trabalhar, digamos, porque se vai jogar não cabe a justiça do trabalho, e vou explicar meu ponto de vista daqui a pouco) por qualquer outro clube. E esse clube foi o Inter.

A dívida com Nilmar vem do fato que ele conseguiu provar na justiça do trabalho que houve quebra de contrato, alegando (com razão) que o CORINTHIANS deixou de cumprir suas obrigações para com ele. Muito justo, assinou tem que cumprir.

Até aqui tudo bem. O que não concordo vou dizer a seguir, e é claro, quem tiver uma opinião diferente sinta-se à vontade para comentar.
CORINTHIANS comprou. Se demorou a pagar, e foi obrigado a isso (pela FIFA), agora não vem ao caso. Pagou e aquilo que vou chamar de "direitos federativos do atleta" pertencem então (ou melhor, deveriam pertencer) ao CORINTHIANS. E a FIFA que pôde se intrometer entre Lyon - CORINTHIANS para forçar esse pagamento deveria ratificar isso agora.

A justiça do trabalho deu ganho de causa ao Nilmar, desobrigando ele a terminar o contrato e dizendo que ele pode "trabalhar" (vou frisar bem: trabalhar) onde quiser. Claro, óbvio, se ele está desligado de um clube, pode assinar com qualquer outro.

Mas o caso é que teoricamente os direitos federativos deveriam pertencer ao CORINTHIANS, se o jogador vai jogar ou não, isso é outro problema.

A FIFA não pode interferir na decisão da justiça do trabalho brasileira. Concordo. Mas como pôde ameçar o CORINTHIANS de não poder participar de nenhum campeonato, nem no Brasil nem no exterior caso não cumprisse sua determinação, deveria agora se meter sim.

Como? Muito simples. A justiça determinou que ele pode trabalhar onde quiser. Trabalhar não é jogar. Ele pode sim trabalhar de roupeiro, massagista, gandula, segurança, onde quiser. Até mesmo como jogador, nos treinos, jogos amistosos ou o caralho a quatro. Mas cabe a FIFA agora determinar que esse jogador não pode ser inscrito em nenhum campeonato do planeta, sem que o clube que o contratou adiquira seus "direitos federativos" ao CORINTHIANS, que pagou, e muito caro (8 milhões de Euros) por ele.

Onde está a dona FIFA agora????

Um comentário:

Welton ''Shiryu'' disse...

fiquei foi tonto com essa história.
O certo é q a MSI trouxe duas alegrias para os felizes corinthianos: uma quando chegou e outra quando saiu.
e até hoje o Corínthians paga a conta dessa história de cinderela q viveu durante tal parceria.